quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pequenos prazeres



Me doei por 3 anos aos filhos. Sem cobrança, sem mágoa, sem tristeza alguma. Apenas me doei e esqueci - por hora - de mim. Esqueci um pouco da mulher, da esposa, da filha, da profissional, da irmã que sou. Fui mãe. E uma boa mãe, sabe?! O tempo todo, a todo tempo!
Mas hoje, sei lá, acordei com aquele aperto no peito que tem me perseguido por dias. Comecei a matutar que só posso ser boa mãe se estiver plena, feliz, realizada. Não gosto do que vejo no espelho, já não gosto das minhas roupas - também, tem muuuuito tempo que não compro nada novo - já não me sinto bem nessa casa, quero fazer uma pós-graduação. Tanta coisa, tanta...quero ser melhor. Por mim, primeiramente, por eles por consequência.
Hoje dei um pequeno passo. Fui ao salão, fiz algumas mudanças no visual. Comprei 2 calças e uma bota de cano bem alto, bem linda como sempre quis e que nunca fiz tempo de ir comprar. Comprei, sem culpa, sem pensar muito. Coisa banal, besta - você pode pensar - mas pra mim foi um grande momento. Um rito de passagem. Uma promessa a mim mesma de que não vou - nunca mais - me abandonar daquele jeito.

Se tiver tempo, dá uma lida nisso que segue. Espero que a autoria esteja correta...sabe como são essas coisas de internet, né?!


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin

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