sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pra que estudar, né?

Todos pela educação? Será mesmo? Aqui no Brasil?


O filho de uma querida amiga do twitter (a @VLSaT) está em maus lençóis. O menino é super estudioso, ganhou PELA SEGUNDA VEZ um concurso entre centenas de jovens para representar o Brasil numa conferência da ONU. Só que, claro, não tem patrocínio para ir até Kuala Lampur, onde vai acontecer o evento. Brasil - il - il
Peço que divulguem para - quem sabe - alguém se manifestar em favor dele e dos demais estudantes.

Segue a notícia do jornal O Estado de São Paulo.



Estudantes brasileiros que venceram concurso mundial não têm verba para ir a convenção

Escolhidos entre centenas de jovens para participar do comitê organizador da conferência Global Model United Nations, da ONU, de 14 a 18 de agosto, dois universitários brasileiros vivem o drama de não conseguir custear o preço da passagem para o evento, em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

A estudante de Ciências Sociais da USP Juliana Moura Bueno, de 20 anos, e o aluno de Relações Internacionais da PUC-RJ João Pedro Lacerda de Sá Teles, de 21, foram chamados após rigorosa seleção. Mais de 500 jovens de todo o mundo participarão do fórum, mas só 28 como parte do comitê organizador.

Os universitários tiveram treinamento na sede da ONU, em Nova York, em junho, e foram instruídos pela entidade a procurar patrocínio em seu país. Há um mês e meio buscam, sem sucesso, instituições para ajudá-los. Yvonne Acosta, responsável na ONU pelo evento, diz que "em casos como esses pedimos aos participantes que consigam os fundos". Ainda assim, ela tenta levantar a verba. "É difícil, porque o Brasil fica longe da Malásia, e as passagens são caras."

"Mandamos mais de 50 e-mails", diz Juliana. "Sempre ouço nossos governantes e empresários dizendo que apostam nos jovens, mas o que vi até agora foi um total e completo descaso." Na USP, o pedido de Juliana foi encaminhado à pró-reitoria de graduação, mas não foi respondido.

As companhias aéreas sugeriram que eles buscassem nos sites tarifas mais baratas. O Santander afirmou que só dá bolsas para programas com "universidades conveniadas". O MEC disse que não há "previsão legal" para esse tipo de ajuda e o Ministério das Relações Exteriores, que não há previsão orçamentária.

"Não imaginei que seria tão difícil assim. Fomos escolhidos pela qualidade do nosso currículo, já participamos de simulações da ONU", diz João, que estuda com uma bolsa integral do ProUni. A passagem para Kuala Lumpur custa cerca de US$ 2,5 mil dólares (R$ 4,4 mil).


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